DEPENDÊNCIA QUÍMICA
Tratamento médico especializado, humano e baseado em ciência
A dependência química é um adoecimento complexo, multifatorial e progressivo, que envolve alterações biológicas, psíquicas, comportamentais e sociais.
Não se trata de falha moral, falta de caráter ou ausência de força de vontade — trata-se de um transtorno que exige avaliação médica qualificada e acompanhamento especializado.
Segundo entidades médicas internacionais, o tratamento da dependência química é um dos mais individualizados de toda a medicina, devido à grande variabilidade clínica, neurobiológica e psicossocial entre os pacientes.
Atendo pacientes com uso problemático e dependência de álcool, drogas ilícitas, medicamentos e jogo, frequentemente associados a comorbidades psiquiátricas, sofrimento emocional intenso e impacto significativo na dinâmica familiar.
O que é dependência química?
Do ponto de vista médico, a dependência química caracteriza-se por:
- perda de controle sobre o uso da substância ou do comportamento
- uso persistente apesar de prejuízos físicos, psíquicos, sociais ou profissionais
- comprometimento progressivo do funcionamento global do indivíduo
- alterações neurológicas, com destaque para o lobo pré-frontal dorsolateral, região relacionada ao controle dos impulsos, tomada de decisões e planejamento
Trata-se de um transtorno reconhecido pelas classificações diagnósticas internacionais, com bases neurobiológicas bem estabelecidas, especialmente relacionadas aos sistemas cerebrais de recompensa, motivação, controle inibitório e regulação emocional.
Dependência química raramente ocorre de forma isolada
Na prática clínica, quando alguém procura ajuda para si ou para um familiar, é raro encontrar uma dependência química “pura”.
São frequentes associações com:
- depressão
- transtornos de ansiedade
- transtornos do humor
- transtorno bipolar
- transtornos de personalidade
- quadros psicóticos
- trauma psicológico
- transtornos cognitivos
Por isso, o tratamento eficaz não pode ser simplista, nem focado apenas na substância.
Ele deve abranger avaliação clínica ampla, exames laboratoriais, avaliação da cognição e, quando indicado, avaliação das atividades cerebrais por meio de mapeamento funcional e exames de neuroimagem (tomografia, ressonância magnética e SPECT).
Avaliação psiquiátrica especializada
O primeiro passo do tratamento é uma avaliação psiquiátrica criteriosa, que pode incluir:
- história clínica detalhada
- exames laboratoriais
- análise do padrão, função e contexto do uso da substância
- investigação de comorbidades psiquiátricas
- avaliação cognitiva e emocional
- análise do contexto familiar, social e ocupacional
- revisão de tratamentos prévios e respostas obtidas
- mapeamento cerebral digital, quando indicado
- exames de neuroimagem, pois lesões cerebrais são mais frequentes do que se imagina e podem comprometer significativamente o controle dos impulsos
Cada paciente apresenta uma configuração singular, e o plano terapêutico deve respeitar essa complexidade.
O acompanhamento do paciente e da família, bem como a elaboração de um projeto terapêutico individualizado, são fundamentais.
Abordagem psicossomática e integral
Minha atuação clínica baseia-se em uma visão psicossomática, que compreende o adoecimento como resultado da interação entre:
- corpo
- mente
- história de vida
- vínculos afetivos
- contexto sociocultural
Essa abordagem permite compreender o sentido subjetivo do uso da substância, sem reducionismos, rótulos ou julgamentos morais.
Sou diretor clínico da Clínica Huxley, ex-professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, com formação e cursos de aperfeiçoamento no Brasil e no exterior, além de mais de 20 anos de experiência como psicoterapeuta.
Recursos diagnósticos e terapêuticos avançados
Quando clinicamente indicados, utilizo recursos técnicos e tecnológicos avançados, sempre de forma criteriosa e ética, entre eles:
- avaliação neuropsicológica aplicada a dependentes químicos
- mapeamento cerebral funcional
- estimulação magnética transcraniana repetitiva (EMTr), em situações específicas
- neurofeedback, como recurso auxiliar na reorganização de atividades cerebrais desorganizadas
Esses recursos não substituem o acompanhamento clínico, mas podem complementar o tratamento em casos selecionados.
Tratamento: processo contínuo, não intervenção pontual
O tratamento da dependência química não é um evento isolado, mas um processo longitudinal, que envolve:
- acompanhamento psiquiátrico regular
- manejo medicamentoso quando indicado
- abordagem psicoterapêutica integrada
- monitoramento de recaídas e fatores de risco
- reconstrução progressiva da autonomia e da vida cotidiana
A ideia de que “não tem cura” geralmente decorre de tratamentos inadequados, fragmentados ou interrompidos precocemente, e não da impossibilidade terapêutica.
O papel da família
Na dependência química, a família também adoece.
Oriento familiares quanto a:
- estabelecimento de limites saudáveis
- diferenciação entre ajuda e facilitação
- manejo de crises
- momento adequado para intensificação do cuidado ou internação
- preservação da própria saúde mental
Quando bem conduzido, o envolvimento da família aumenta significativamente a eficácia do tratamento.
Atendimento ético e sem estigmatização
O cuidado oferecido baseia-se em:
- ética médica
- respeito à singularidade do paciente
- ausência de julgamentos
- confidencialidade
- responsabilidade clínica
- alto rigor científico aliado a recursos modernos de tratamento
Cada pessoa é muito mais do que seu diagnóstico ou seu histórico de uso de substâncias.
O objetivo do tratamento é a construção de uma vida emocionalmente, socialmente e funcionalmente mais saudável.
Atendimento presencial e online
Ofereço:
- atendimento presencial, quando necessária avaliação clínica mais próxima
- consulta online, segura e confidencial, para pacientes e familiares em outras localidades
Ambas as modalidades seguem os mesmos critérios técnicos e éticos.
Quando procurar ajuda
É indicado buscar avaliação especializada quando:
- o uso de substâncias está fora de controle
- há prejuízos emocionais, familiares ou profissionais
- tratamentos prévios não surtiram efeito
- existem recaídas frequentes
- familiares encontram-se em sofrimento intenso
Buscar ajuda não é sinal de fraqueza, mas de responsabilidade.
Entre em contato
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